• Carol Ussier

Safári em Gana: guia completo (parte 2)


Para quem já leu a parte 1, ficou morrendo de vontade de conhecer mas não sabe como começar a se planejar, esse artigo vai te ajudar com todas as dicas de transporte, hospedagem, comida e muito mais. Se por acaso você tenha chegado direto a este artigo sem ler a parte 1 do guia completo, recomendo muito a leitura dele (descubra aqui), onde conto mais sobre quais são as opções de safári, preços e outras atividades por perto.

COMO CHEGAR AO PARQUE MOLE?

O Parque Nacional Mole fica na região Northern de Gana e o ponto de partida para ir até o parque é Tamale, o principal município dessa região. Por isso vou dividir essa dica em 2 trechos diferentes: transporte para Tamale e chegando ao Parque Mole. 1) Transporte para Tamale

  • Opção 1 – Transporte aéreo: Tamale é uma das 4 cidades de Accra que possuem aeroporto. Existem opções de voos diretos saindo de Accra (~GHS 650 ida e volta) e de Kumasi (~GHS 540 ida e volta), ambas com duração de 45 minutos. As empresas que operam voos domésticos são Starbow e AWA.

  • Opção 2 – Transporte terrestre: tro-tros e ônibus saem principalmente de Accra (14 horas /628 km), Kumasi (7 horas /388 km) e Takoradi (15 horas/707 km).

Eu optei pelo transporte aéreo porque não queria perder 2 dias em deslocamento (1 na ida e 1 na volta), já que tenho evitado pegar estrada à noite. Mas enquanto eu estava por lá conheci mais de um grupo que pegou o ônibus noturno de Accra a Tamale ou de Kumasi a Tamale e recomendaram bastante. Se você se interessar esse é o link da empresa: STC. 2) Chegando ao parque Em Tamale existem várias opções para se deslocar até o parque:

  • Opção 1 – táxi: o trajeto do aeroporto até o parque custa GHS 250. Se vocês estiverem em pelo menos 3 pessoas esse valor dividido acaba saindo praticamente o mesmo das outras opções, ou seja, super compensa. Eu tenho duas recomendações de motoristas para quem você pode ligar antes e combinar o horário : Georfrey (+233 27 922 1995) e Charles (+233 24 623 8189). O primeiro fica no próprio aeroporto e o segundo é um guia de Tamale, que também pode te levar para vários outros lugares. O Charles já me levou para Mole duas vezes e nunca me deixou na mão.

  • Opção 2 - Wa tro-tro: o tro-tro que vai em direção a Wa é mais confortável do que o normal. Do aeroporto, pegue um táxi até a estação de “Wa bus” (GHS 40 por corrida), espere até o Wa bus lotar (GHS 25 por pessoa) e peça para ser deixado em Larabanga. De lá será necessário pegar outro táxi até o parque (GHS 30 por corrida). Ou seja, se optar por esta opção o custo total do trajeto será GHS 95 ou até menos se dividir o valor dos táxis com outras pessoas. Dica: se você for chegar à noite em Larabanga, ligue para o Abrahim (+233 54 963 2615) e combine de encontrar com ele para ir ao Parque. Ele é um guia que fica na região de Mole e já me recebeu também.

  • Opção 3 - Ônibus VIP para Larabanga: uma opção similar a anterior, mas ao invés de pegar o tro-tro, será um ônibus grande, no valor de GHS 35 por pessoa. Eu prefiro viajar de tro-tro em Gana pois além de ser mais barato, normalmente também tem um tempo menor de espera para sair (o ônibus também não tem horário fixo, ele sai quando encher).

  • Opção 4 - Damongo tro-tro: ao invés de ir para Larabanga (de ônibus ou tro-tro) você também pode pegar um tro-tro para Damongo e de lá seguir de táxi para o parque. A viagem de tro-tro é mais barata (GHS 10), mas o trajeto de Damongo ao parque será mais caro, pois Damongo é um pouco mais longe.

ONDE SE HOSPEDAR?

1) Mole Motel: esse foi o primeiro hotel construído dentro do Parque. Existem diversas opções de hospedagem (de dormitório por GHS 60/noite até o chalé GHS 350/noite). O dormitório é uma opção de quarto compartilhado, com 4 beliches, banheiro e ventilador. Em todas as opções está incluído o café da manhã com café, chá, achocolatado, margarina, geleia, pão e omelete. O hotel fica ao lado do centro de informações do parque, de onde saem os safáris. Além disso, possui uma piscina e tem uma vista super bonita, que eu chamaria de mirante. É super comum ver elefantes no lago em frente à piscina, principalmente de manhã (por volta de 7h) e durante a estação seca. Eu recomendo esta opção para quem quer ficar em contato direto com animais e ao mesmo tempo ter um mínimo de conforto e comodidade. Visite o site para maiores informações.



2) Zaina Lodge: é o mais novo hotel do Parque e o primeiro hotel-safári de luxo da África Ocidental. Assim como o Mole Motel, o Zaina também oferece uma piscina e tem uma vista maravilhosa (com um lago na frente que fica cheio de elefantes também). A grande diferença é que esta opção oferece uma experiência de primeira classe e, consequentemente, bem mais cara. O que eu acho muito legal do Zaina é a oportunidade de fazer um pacote fechado, no esquema “all-inclusive” incluindo até mesmo safáris e translado. Para quem tem pouco tempo ou ainda não está acostumado a viajar em Gana, o Zaina é uma ótima opção, pois pode incluir as passagens aéreas e o transporte entre aeroporto e o hotel. Ou seja, você não precisa se preocupar com nada do que eu falei no item “como chegar?”. E o hotel é realmente maravilhoso (mais informações no site).



3) Camping: também é possível acampar dentro do Parque. A área de camping fica próxima ao Mole Motel e possui banheiros próprios. Essa é a opção mais barata para quem quiser ficar no Parque: GHS 15 por noite por pessoa. Se você não estiver viajando com barraca, o parque tem algumas para alugar (GHS 5). 4) Salia Brothers’ Guesthouse: em Larabanga, vilarejo vizinho ao parque, existe uma opção bem simples de hospedagem. O Salia Brother’s é uma pousadinha com 10 quartos, todos por GHS 30 por noite por pessoa. Se você não quiser acampar, essa opção é mais barata do que os outros dois hotéis. Mas eu particularmente não sei se valeria à pena, pois você vai ter que pegar um táxi até o Parque e pode acabar custando a mesma coisa no final. O contato para reserva é +233 27 554 4453. 5) Mognori Homestay: Mognori a ecovila a 30 km do parque que eu comentei na parte 1 desse guia. Você pode pernoitar em casas tradicionais por GHS 30 por noite ou até mesmo dormir no telhado sob o céu estrelado. Não é necessário agendar, mas caso você queira entrar em contato com eles pode ligar para Mahama (+233 54 993 5405) ou enviar email para ecotourism.gh@gmail.com. 6) Larabanga Homestay: assim como em Mognori, também é possível pernoitar em casas tradicionais em Larabanga e vivenciar um pouco a vida do povo do norte de Gana. Você pode combinar a pernoite no próprio parque Mole. Se quiser se planejar antes, recomendo contatar Koni, que é um guia de Larabanga (+233 55 532 2532).

ONDE COMER?

O centro de informações do parque possui uma lojinha de conveniência com bebidas e alguns snacks (bolachas, crackers...). Para refeições completas eu recomendo o restaurante do Mole Motel, que oferece uma boa variedade de pratos (locais e internacionais). O restaurante do Zaina lodge também recebe visitantes que não estejam hospedados, mas o preço é meio salgadinho. Nas vilas (Mognori e Larabanga) é possível ser convidado para comer junto com as famílias. Se você ainda não experimentou a culinária ganesa é uma ótima oportunidade para provar fufu ou banku.

O QUE LEVAR?

Além das coisas que você já vai levar alguns itens são bem importantes, principalmente para fazer o safári:

  • Binóculos

  • Sapato fechado

  • Protetor solar

  • Repelente

  • Chapéu

  • Roupa para nadar (mesmo se você não estiver hospedado no Mole ou no Zaina pode pagar uma taxa para usar uma das piscinas)

  • Dinheiro em espécie (os hotéis aceitam cartão, mas você precisará de dinheiro para todo o resto)

  • Muita energia =)

​Ou seja, existem opções para todos o bolsos e estilos de viagem. Fazer um safári em Gana agora está super fácil! Sobrou apenas uma pergunta: quando você vai visitá-lo?

Se você gostou do safári mas não tem a menor ideia de como vir a Gana, recomendo a leitura do artigo onde conto tudo o que você precisa saber.

#Gana #Safári #Natureza #África

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Ana Carolina Ussier

Uma mulher viajante, com sol em aquário e lua em sagitário. Tenho muitas versões: engenheira por formação, gerente de projetos por convicção e dançarina por vocação, mas acima de tudo uma grande incomodadora inconformada. Apaixonada por inclusão social e pelo universo feminino. Vivendo pela África Ocidental desde 2017, agora sem residência fixa.

 

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