• Carol Ussier

Fronteira entre Bolívia e Peru


Foram 11 dias na Bolívia, 6 cidades, mais de 30 horas de ônibus, mais de 300 fotos, um braço quebrado , muitos novos amigos (incluindo 2 que agora seguiam comigo para o Peru) e 2 itens da minha bucket list realizados (conhecer o Salar de Uyuni e fazer o Downhill da Estrada da Morte - este último questionável). Agora era hora de cruzar a fronteira. Deixar tudo o que aprendi sobre a Bolívia guardado para começar a descobrir um novo país. Mais 10 dias de viagem, 3 cidades e nenhum outro membro quebrado =). ​Ainda triste por me despedir tão cedo da Isla del Sol peguei o barco para voltar a Copacabana. Junto com o Lucas e a Fla (que eu encontrei por acaso novamente na Isla), peguei o barco das 10h30 na parte sul (sai 10h da parte norte), porque precisávamos ainda chegar até a fronteira antes da imigração fechar.

Como esta é a única opção de horário de barco que possibilita pegar a maioria dos ônibus ainda no mesmo dia (o outro horário é 18h30), os barqueiros precisam enfiar MUITA gente em pouco barco. No que nós pegamos colocaram até umas cadeiras de plástico extra para o pessoal poder sentar e "ganhar" espaço. O trajeto de barco da parte sul da Isla del Sol até Copacabana durou 1h30. Como chegamos meio-dia por lá e nosso ônibus para Puno era só 13h30 aproveitamos para almoçar mais um menu completo. ​

Eu comprei a passagem para Puno por Bs. 30 com a empresa Vicuña Tours antes de ir para a Isla del Sol (dica: como estava com meu braço machucado, deixei na própria agência a minha mochila grande de um dia pro outro, ao invés de levar para a ilha.. super tranquilo!). O Lucas e a Fla compraram a passagem por uma outra empresa (algo com "Dorado" no nome) quando voltamos da ilha, para o mesmo horário. No final, descobrimos que mesmo sendo empresas diferentes, o nosso ônibus era o mesmo. E lá fomos nós 3, novamente juntos, encarar mais uma estrada. Pouco menos de 1h depois da saída chegamos na fronteira entre a Bolívia e o Peru. Para passar pela imigração, precisamos descer do ônibus. É tudo bem simples em ambos os lados da fronteira. A única coisa realmente importante (além do seu passaporte, claro) é você ter guardado seu papel de imigração. Primeiro entramos no setor de imigração do lado da Bolívia. Em 2 minutos checaram meus documentos e carimbaram a minha saída. Depois de resolver a parte burocrática, cruzamos a fronteira a pé. Nessa região ela nada mais é do que uma ponte. 1 minuto de caminhada e pronto! Chegamos ao Peru e ganhamos 1 hora a mais no dia =) Aí foi só resolver os trâmites burocráticos do lado de cá (eles entregaram outro papel de imigração, ESSENCIAL!) em mais alguns minutos e checar o câmbio para trocar os pesos bolivianos por soles peruanos. O mesmo ônibus já estava nos esperando desse lado, com nossas malas dentro. Subimos novamente, e partimos por mais 3h em direção a Puno. Outro país, outro fuso-horário, outra moeda (mais valorizada que o R$, por sinal) e com certeza outras histórias para contar nos aguardavam. ​

#Fronteiras

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Ana Carolina Ussier

Uma mulher viajante, com sol em aquário e lua em sagitário. Tenho muitas versões: engenheira por formação, gerente de projetos por convicção e dançarina por vocação, mas acima de tudo uma grande incomodadora inconformada. Apaixonada por inclusão social e pelo universo feminino. Vivendo pela África Ocidental desde 2017, agora sem residência fixa.

 

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